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Diário ceramístico

Vale a pena viver de cerâmica?

By | Diário ceramístico | No Comments

Primeira lição da cerâmica: Quanto maiores as expectativas, maiores serão as frustrações. Foi em outubro de 2015 que eu comecei a fazer aulas de cerâmica. Olhando para traz parece uma eternidade e aqui pensando eu estou chocada com o fato de que ainda falta alguns meses para completar 4 anos. Ultimamente várias pessoas me perguntaram quanto tempo faz que eu faço cerâmica e eu nunca sei direito pois tudo tem sido tão intenso que nem tenho tempo de contar o tempo que passa. Minha vida mudou tanto. Eu mudei tanto nesses últimos 4 anos que geralmente me dá um branco quando me fazem essa pergunta. Acho que junto com a memória que sempre foi bem precária por aqui, tem também um certo receio da resposta que geralmente vem em seguida: “Nossa, pouco tempo!” acompanhada de um olhar de avaliação. Me sinto pequena demais ainda, e sei que sou, mas receio que me vejam pequena também. Normal de ser humano ser assim, medroso das avaliações, né? Foram 4 anos de muita vivência e poucas expectativas. Eu, que sempre fui a personificação da ansiedade em tudo na minha vida, aprendi a deixa fluir, a apreciar os momentos de solitude (cada vez mais) e, principalmente, aprendi a dar valor ao meu trabalho, a mim mesma, ao que eu crio, ao que sai da minha cabeça e das minhas mãos. Eu tenho dificuldades em me sentir parte, mas quando sou eu quem gera a iniciativa, quem monta e rege o grupo, quando eu promovo a iniciativa eu obrigatoriamente sou parte. Mas sério, ainda me vejo de fora, como se estivesse assistindo um filme das situações…Bom, acabo de encerrar uma das coisas mais loucas que ja fiz na minha vida: meu curso Intensivo de Cerâmica Básica – modelagem manual. Os últimos 4 anos foram de…

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Desde o início – Conceitos básicos sobre cerâmica

By | Diário ceramístico, O universo da cerâmica | 2 Comments

Te aviso desde o primeiro momento que eu não sou expert em nada aqui. Iniciei na cerâmica em outubro de 2015, o que faz de mim nada além de uma iniciante neste universo infinito de barro, pózinhos mágicos e altas temperaturas. Tudo o que você vai ler daqui para frente não passa do fruto dos meus estudos, pesquisas, muito trabalho e dedicação à cerâmica, coisa que passou a ser parte da minha vida de uma forma que eu nunca sequer sonhei. Dito isso, podemos começar!   E nada melhor para começar, que efetivamente o começo, não é mesmo? Eu contei neste post aqui, de 2016, um pouquinho sobre como a cerâmica veio parar na minha vida, assim, sem mais nem menos, da forma mais despretenciosa possível. Agora vou contar para vocês como e porquê ela ficou e criou raízes enormes que só crescem, todos os dias:   O que é cerâmica?   A definição básica de cerâmica que mais me agrada é o bom e simples argila cozida. Sim, cozida. Você poderia dizer queimada também… sinceramente não vejo nenhum impedimento para falar assim, mas a maioria das bibliografias que eu li falam de cozer e acho que me acostumei com o termo, é isso. Se você procurar no google, facilmente terá definições como “potes e outros artigos feitos de argila endurecida através do aquecimento” entre outras coisas um pouco mais estéticas, relacionadas ao campo das artes bem como definições que falam sobre a composição química do material. De qualquer forma, cerâmica é argila cozida, em todas as situações. E aqui eu começo a trazer vocês um pouco para o meu universo: Eu AMO química haha Não sou nenhuma expert no assunto mas era minha matéria favorita no colégio, foi o curso que escolhi para prestar vestibular de teste quando estava no…

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